quarta-feira, 18 de novembro de 2015

Saiba como obter 50% de desconto no registro de seu primeiro imóvel

Para quem está em busca do primeiro imóvel, vai aí uma dica valiosa: De acordo com a Lei 6.015, de 1973, a pessoa que compra seu primeiro imóvel pelo Sistema Financeiro de Habitação (SFH) tem direito a pagar 50% do valor do registro da escritura do bem. Mesmo com mais de 40 anos de vigência, muitas pessoas desconhecem a norma e acabam pagando o valor integral das custas cartoriais, perdendo assim um desconto considerável.
 
Para ter direito ao desconto, o comprador deve apresentar ao cartório uma declaração de que está adquirindo seu primeiro imóvel através de financiamento do SFH. Alguns cartórios exigem ainda certidão de todos os cartórios da cidade onde o negócio é realizado, comprovando que o comprador não possui outro imóvel em seu nome. Por isso, é importante que a pessoa procure o cartório da sua cidade com antecedência para se informar sobre a documentação necessária.

A lei é válida somente para a aquisição do primeiro imóvel. Portanto se a pessoa já foi dona de casa ou apartamento, mesmo se recebido por herança ou doação, não há direito ao desconto.

Lembrando que o desconto de 50% no registro da escritura do imóvel é um direito do cidadão garantido por lei. Caso o cartório se recuse a conceder o desconto, o comprador deve entrar em contato com o fórum da cidade e registrar queixa junto à Corregedoria Geral da Justiça.

Entenda o consórcio de imóveis

O consórcio imobiliário pode ser uma boa opção, frente à alta de juros do financiamento.

O financiamento de imóveis está mais difícil para o brasileiro e o consórcio imobiliário é uma ótima alternativa para viabilizar a compra do imóvel. Uma das vantagens do consórcio é que ele não tem juros.


Como funciona
 
No consórcio imobiliário, um grupo de pessoas se reúne com objetivo de comprar um imóvel de valor predeterminado. Assim, cada membro do grupo paga uma mensalidade durante certo período, que varia de consórcio para consórcio. A organização do grupo e o gerenciamento do dinheiro são feitos por uma administradora, que cobra uma taxa de administração.


Carta de crédito

A carta de crédito é a quantia total que você vai receber do consórcio. Para a compra do imóvel, você pode entrar em um consórcio cuja carta de crédito é de R$ 150.000,00 ou R$ 450.000,00, por exemplo.


Compra do imóvel

Diferente do financiamento, no consórcio você não recebe o dinheiro logo no início do contrato. Assim que a soma das mensalidades totaliza o valor da carta de crédito, é feito um sorteio entre todas as pessoas do grupo. Para quem não quer esperar o sorteio, é possível dar o lance. Neste caso, quem oferece mais dinheiro no lance, leva a carta de crédito, assim como acontece em um leilão.

Entenda as principais mudanças de financiamento da Caixa Econômica Federal

No início deste ano a Caixa Econômica Federal, reduziu o limite de financiamento de imóveis usados.

A medida do governo freou as facilidades de financiamento em função da diminuição de recursos da Caderneta de Poupanças, que é a principal fonte de concessão de receita para os financiamentos imobiliários. 



Veja as principais mudanças:
  1. Valor de entrada
O valor de entrada que antes chegava a apenas 10%, agora é de 30% para imóveis novos e 50% para imóveis usados.
  1. Taxa de juros
Antes, as taxas de juros eram de, no máximo, 7%. Nas novas regras as taxas variam de 8 a 9,8%, um aumento que pesa no valor das parcelas do financiamento.
  1. Renda informal
A Caixa Econômica Federal também está mais criteriosa na comprovação da renda informal, um fator que dificulta a comprovação de renda para aprovação do crédito.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Saiba o que valoriza um imóvel

Na hora de vender ou comprar um imóvel o que mais influencia no preço do bem? A localização, o tamanho e a infraestrutura do bairro somam, é claro, muitos pontos na hora de definir o valor do bem, pois uma coisa é comprar um apartamento de 150 metros quadrados no interior e outra bem diferente é adquirir um imóvel parecido na Avenida Paulista. Além do endereço, outras características também elevam valor na negociação ou podem até, em alguns casos, depreciar a casa ou o apartamento.
De acordo com corretores e fontes do setor, itens com garagem e banheiro privativo são as “vedetes” da valorização de imóveis da capital paulista. “A existência de uma vaga a mais de garagem num imóvel pode acrescentar de 10% a 15% ao preço final e, ainda, aumenta a velocidade da venda do bem”, destaca José Augusto Viana Neto, presidente do Conselho Regional dos Corretores de Imóveis do Estado de São Paulo (Creci-SP). 

“O banheiro privativo em ao menos um quarto também é fator de valorização que confere maior liquidez à moradia”, completa o dirigente do Creci-SP.

Na opinião de Reimes Rodrigues, gerente da Forte Imóveis, ao dar preferência por residência com essas características, as pessoas buscam praticidade para o dia a dia. “A garagem é fundamental para assegurar um bem importante como o carro e o banheiro privativo facilita a rotina da família que acorda no mesmo horário para seus compromissos e precisa ficar pronta para sair sem perder tempo.”
Apartamentos menores – Espaços de convivência são outros itens muito valorizados. “Os apartamentos são cada vez menores e, por isso, o comprador valoriza cada vez mais áreas de lazer como varandas gourmet, espaços gourmet, playgrounds, piscinas e salão de festas, entre outros. Isso porque a convivência em família ou entre amigos é um fator importante”, diz a professora de finanças Angela Menezes, do Instituto Insper.
Em casas, esses espaços também são muito procurados. “Residências com quintal grande, gramado ou jardim, e com espaço com churrasqueira causam boa impressão e são vendáveis, pois são locais aconchegantes onde os moradores receberão as visitas. Mas esses espaços devem estar bem cuidados”, ressalta José Américo Tavares corretor e proprietário imobiliária Fernandes Tavares Imóveis.
Quanto mais facilidades e itens de bem-estar, mais valor terá o imóvel, conta Viana Neto. “Um apartamento com banheiro privativo, garagem para dois carros, uma boa varanda e área de serviço arejada pode valer até 30% mais que um imóvel semelhante que não tenha esses itens ou com apenas um deles.”
O que pode depreciar? Excesso de personalidade em partes estruturais do imóvel podem ser um tiro no pé na hora de negociar o bem. Isso significa que investir milhares de reais naquele revestimento caríssimo nem sempre agregará valor à casa ou ao apartamento.
“Muitos acham que gastar dinheiro com reformas caras valoriza o imóvel, mas, embora para o gosto pessoal dele seja algo interessante, nem sempre é para o comprador”, explica o professor Ricardo Almeida, coordenador da pós-graduação em Negócios Imobiliários da Faap (Fundação Armando Alvares Penteado).
Armários, por exemplo, podem facilitar ou ser um empecilho, explica ele. “Se forem armários novos, bem conservados e com acabamentos discretos, ajudam a vender, pois são práticos para quem compra. Porém, caso sejam velhos ou forem de cores fortes, certamente vão representar um gasto ao comprador que, normalmente, retira tudo.”
Revestimentos também podem espantar compradores. “Tive um cliente que mandou colocar mármore rosa em toda a casa, gastando quase R$ 20 mil. Ele achava que isso valorizaria o imóvel, traria estilo, mas além de não agregar valor ao preço do bem, foi a primeira coisa que o comprador mandou arrancar”, conta o professor. “Quem pretende usar o imóvel como investimento, ao reformá-lo, deve optar por materiais neutros e que não imprimam muito seu estilo pessoal na construção. Assim, ele fica mais valorizado porque o futuro comprador o considera pronto para morar sem necessidade de mais gastos.”


Fonte: Jornal da Tarde

As 10 leis do investimento em imóveis

1. O investimento em imóveis deve ser lucrativo
Investir em imóveis requer algum trabalho. Se você vai comprar imóveis, há o tempo dedicado para encontrar boas ofertas, para visitar os imóveis selecionados. Há o custo das ligações telefônicas para apurar os detalhes dos imóveis. Há o custo de tempo e dinheiro para visitar os imóveis mais interessantes e confirmar se realmente são tudo que pareciam ser no anúncio. Se vai construir, nem vou perder tempo listando a quantidade de trabalho que dá, você já deve saber disso.
Gerenciar o investimento em imóveis da trabalho. Devemos contar o custo deste trabalho e subtraí-lo dos lucros. Assim, se desejarmos terceirizar esta parte do negócio, porque investir em imóveis é um negócio como outro qualquer, devemos ser capazes de obter lucros mesmo pagando pessoas, funcionários ou empresas que cuidem do negócio de investimento em imóveis para nós.
Repetindo: devemos lucrar, mesmo pagando para alguém fazer o que não sabemos ou não queremos cuidar nós mesmos.

2. Investimentos são feitos com a cabeça, não com o coração

Leia novamente a primeira lei do investimento em imóveis e depois leia o maior segredo para investir em imóveis. Um imóvel para investimento não precisa nos agradar, tem apenas que gerar lucro. Não iremos morar nele, não iremos trabalhar nele, iremos lucrar com ele.

3. Construir pode trazer mais lucro do que comprar pronto

Essa é simples. Ao comprar pronto você pagará não apenas o custo de construção como também o lucro de quem bancou esta construção. Ninguém investe para construir um imóvel esperando vender pelo que pagou. Se você lucrar com a construção, ao decidir alugar o imóvel que acabou de construir irá obter uma rentabilidade muito maior do que se tivesse pago mais pelo imóvel pronto.

4. Alugar e administrar pode dar mais lucro do que apenas alugar
Se há administradoras de imóveis, certamente é porque esta atividade gera lucros. Sendo um investidor individual normalmente é um exagero pensar em montar uma empresa para administrar os próprios imóveis, a não ser que tenhamos muitos imóveis. No entanto, se juntarmos nossos imóveis com os de outros amigos que também os possuem, talvez seja válido pensar na criação de uma empresa dedicada a cuidar disso para nós a um custo menor do que deixar isto para uma imobiliária.
Outra coisa que pode acontecer é administrarmos mais do que apenas os imóveis. Pense em um flat, por exemplo. Já pensou em ser proprietário de um? Em um flat temos não apenas a renda das unidades locadas mas também o rendimento dos serviços prestados. Pense em um condomínio de pavilhões industriais, recebemos não apenas o aluguel de cada pavilhão, mas a administração do condomínio. Está pensando que isto é tudo muito grande para seu porte de investimento? Continue lendo, há leis mais adiante que explicam como resolver esta questão.

5. Vender financiado nos permite ganhar juros

Uma das maneiras mais simples de lucrar na venda de um imóvel é vender através de um financiamento próprio, fazendo com que o comprador pague juros a nós, em vez de pagar aos bancos. Para tornar isto ainda melhor, basta alavancar nossa construção ou compra do imóvel usando ferramentas de alavancagem de capital, que descrevo a seguir.

6. Alavancar nosso capital nos permite fazer mais, com menos
Se você pode comprar ou construir mais do que o aparentemente possível com o dinheiro que possui, porque não fazer isso? Conheça as ferramentas de alavancagem de capital que permitem que você adquira mais, com menos dinheiro próprio. Descubra como comprar um imóvel a vista, pagar apenas 50% de entrada e ainda economizar 25% do valor total.
Você também lucra mais ao poder vender o imóvel através de um financiamento próprio que banque os custos mensais da alavancagem utilizada para a construção ou compra do mesmo e ainda gere fluxo de caixa positivo todos os meses.

7. Devemos dominar todas as etapas
Errar em qualquer etapa do investimento pode levar ao prejuízo. Se não conhece todos os detalhes envolvidos no investimento em imóveis, observe atentamente a oitava lei abaixo.

8. Precisamos de bons parceiros

O célebre dividir para conquistar. Aqui vale aquela regra de que duas cabeças pensam melhor que uma. Contrate quem sabe o que faz, o custo disso será bem menor do que o custo de errar. Ao contratar, verifique, conheça o que seu parceiro faz e o que já fez antes.

9. Ser maior permite melhores negociações
Sozinhos somos pequenos, podemos pouco. Juntos somos grandes e fortes. Grandes, caminhamos a passos largos. Um exemplo prático: na negociação de um dos investimentos em construção de que participo, conseguimos os terrenos para construir sem precisar pagar pelos mesmos, podendo fazer esse pagamento no ato da venda ou em dois anos, o que acontecer primeiro. Só conseguimos isto por um motivo, porque garantimos a compra de 20% de todos os terrenos do loteamento em questão e início imediato das construções. O proprietário do loteamento, sabendo que nossa movimentação iria atrair novos interessados e ajudaria a vender o restante dos 80% que possui ficou feliz da vida por termos feito essa proposta.
Tudo isso foi possível por não atuarmos sozinhos, por formarmos um grupo fechado e investirmos com a soma dos nossos poderes individuais para o bem de todos.

10. Sucesso não se mede com promessas, se verifica com histórico
Escutamos dezenas de promessas diariamente. Não perca tempo com o que dizem por aí, verifique o histórico de seus fornecedores, saiba o que já fizeram, conheça seus empreendimentos. Realizações passadas podem não ser garantia, mas com certeza ajudam a minimizar nosso risco. Você prefere contratar quem já construiu diversos imóveis ou quem irá construir pela primeira vez?

Fonte: Investimento em Imóvel

Especialistas recomendam cuidados na aquisição de imóvel na planta

Os especialistas recomendam que no caso de compra ou financiamento de imóveis em planta, é muito importante ficar atento às cláusulas contratuais. Porque em alguns casos as propagandas são tentadoras, oferecem infraestrutura exemplar, brindes e até mesmo entrega de casas e apartamentos em curto espaço de tempo, mas nem sempre tudo isso é cumprido.
Em Tatuí (SP), o controlador teste Everaldo Marcos Augustinho, é um exemplo de cuidado e atenção com investimentos. Ele acompanha de perto o andamento das obras de um apartamento que comprou ainda na planta, e tomou todos os cuidados para não ter dor de cabeça. “Eu levantei todos os documentos da construtora, depois eu me dirigi até um advogado que me instruiu o que eu deveria fazer e o que devia ser mudado no contrato”, afirma.
Enquanto o imóvel não fica pronto, Augustinho precisa pagar aluguel. A previsão da construtora é entregar o prédio em dezembro deste ano, mas por precaução, caso o prazo não seja cumprido, ele guarda toda a documentação referente ao apartamento desde que assinou o contrato em 2012. Ele já pagou quase R$ 75 mil e tem parcelas mensais de R$ 1.150. “É essencial e fundamental que tenhamos toda a documentação na mão, para num caso desses, nós termos como comprovar o pagamento e os prazos estabelecidos por eles”, conta.
Segundo a advogada, Ellen Almeida, tudo o que for acordado tem que estar no papel. num contrato. até informações ou promessas feitas por e-mail são válidas como provas. Os documentos podem ser usados futuramente caso a construtora não cumpra os prazos.
Outras dicas importantes dos especialistas, antes da compra de um imóvel na planta é não ter pressa, pesquisar antes de assinar o contrato. Não comprar por impulso após ver um apartamento decorado. Pesquisar sobre a construtora, se é uma empresa idônea. Ler atentamente todos os documentos que assinar, e procurar a ajuda de um profissional se for preciso. Os especialistas orientam também que promessas dos corretores feitas em conversa informal não tem validade jurídica. No caso de financiamento do imóvel, ficar atento a todas as taxas, pois tudo o que for cobrado tem que estar discriminado no contrato. Acompanhar o cronograma de entrega de cada fase da construção. E não deixar de pagar as parcelas, mesmo que tenha atraso na entrega do imóvel.
A advogada Ellen Almeida explica também que o atraso das obras é a principal reclamação dos consumidores que resolvem investir num imóvel na planta. Alguns contratos já vem com um prazo pré determinado de atraso. Mas muitas empresas extrapolam esse período e nessas situações a orientação é entrar na justiça. Para não ver o sonho da casa própria se tornar um pesadelo tenha toda a documentação guardada. “O consumidor tem que saber exatamente o que está comprando. Panfletos em geral, que prometem praças, áreas de lazer, é preciso guardar tudo isso. Porque, às vezes, o consumidor entra na casa e tudo o que foi prometido não é cumprido. Então é necessário estar documentado, porque hoje em dia o que é documentado é o que está escrito, o que é de boca não vale nada”, orienta.
Fonte: G1

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Memorial Descritivo da Construção, o que é e como funciona?

A existência do memorial descritivo da construção e/ou incorporação registrado devidamente em cartório é sinal que a empresa em questão trabalha com transparência e com devido cuidado e respeito ao seu cliente, passando segurança e reafirmando a intenção da entrega do imóvel, principalmente os que são comprados ainda na planta.
  • O registro do memorial descritivo da construção é obrigatório por lei. Este documento deve ser elaborado de forma descritiva e registrado antes mesmo do lançamento do empreendimento e início das obras.
  • Quando uma construtora não faz a descrição e o registro do memorial é um sinal de alerta. Isso porque na maioria das vezes as construtoras que não cumprem com esta lei geralmente estão enfrentando algum tipo de problema e irregularidade na documentação.
  • O memorial descritivo da construção registrado conforme visa a Lei brasileira n⁰4.591/1964 que trata sobre o condomínio em edificações e incorporações imobiliárias. Exige ainda que a construtora apresente documentos que comprovem sua idoneidade e condições financeiras suficientes para assegurar que o empreendimento seja entregue.
  • Sendo assim a falta de documentos e do registro do memorial dificulta o conhecimento da existência de ações pendentes na justiça, débitos com previdência social entre outras. Muitas vezes estas dívidas levam a penhora dos bens da construtora, interrompendo as obras e impossibilitando a entrega do imóvel.

O que deve estar descrito no memorial descritivo da construção e/ou incorporação?

O memorial descritivo da construção deve conter todas as informações possíveis sobre a obra e ser extremamente detalhada. A construtora deve descrever o imóvel e no memorial, registra-lo em cartório e a obra deve transcorrer conforme informado e a construção deve ser entregue respeitando fielmente a descrição registrada. Sendo assim o memorial descritivo da construção deve ter a descrição perfeita igual à planta do projeto aprovado. Inclusive ter descrito todo material que será usado na obra desde o momento da fundação até o acabamento final.
Vamos exemplificar o que precisa ser descrito no memorial da construção:
  1. Objetivo.
  2. Especificações.
  3. Normas técnicas.
  4. Locação e desenvolvimento da obra.
  5. Instalações e proteções.
  6. Movimento de terra.
  7. Drenagem.
  8. Fundações.
  9. Concreto armado.
  10. Impermeabilizações.
  11. Instalações.
  12. Paredes de alvenaria de tijolos.
  13. Cobertura.
  14. Calhas e algerosas.
  15. Esquadrias e ferragens.
  16. Revestimentos.
  17. Pavimentação.
  18. Limpeza final.
  19. Vidros.
  20. Pintura.
  21. Verificação final.
  22. Baixas.
  23. Proteção contra incêndio.
  24. Finais.
Estes são os tópicos praticamente usados em toda descrição de um memorial descritivo da construção.

O memorial descritivo da construção tem como principal objetivo proteger o consumidor, evitando que ele seja lesado por fraudes e para dar garantias ao comprador que na maioria das vezes compra o apartamento na planta sem ter nenhuma garantida da entrega do mesmo. Embora registrado em cartório, o memorial pode sofrer alterações a qualquer momento. Toda e qualquer alteração dever ser avisada previamente a prefeitura e precisa da alteração da mesma.
  • O memorial deve ser público e ficar disponível para consulta no cartório. Segundo a lei vigente, o n⁰ do memorial deve aparecer também em toda publicidade referente ao empreendimento. Se por ventura a publicidade não exibir o n⁰ do memorial, o futuro comprador deve desconfiar de irregularidades.
  • A existência do memorial da construção é o que assegura que a obra está juridicamente regularizada.
  • Entretanto a existência do memorial descritivo da construção não é garantia absoluta que a obra vai ser concluída e entregue. Isso depende da saúde financeira da construtora. O memorial descritivo da construção comprova apenas que o imóvel encontra-se regularizado e existe judicialmente. Porém os ricos de comprar um imóvel na planta efetuando o pagamento de uma boa quantia e não receber o mesmo conforme acordado, continua existindo.
  • Conforme prevê o artigo 66 da lei n⁰ 4591 a construtora comete um crime quando faz a negociação de unidades imobiliárias sem o registro do memorial descritivo da construção. Assim o comprador pode exigir o cancelamento do contrato de compra e venda, além de exigir judicialmente o recebimento de uma multa de 50% do valor do imóvel.
Agora que você já sabe para que e como funciona o memorial descritivo da construção, você certamente vai exigir o número do registro e verificar toda a documentação inclusive saberá como seu imóvel foi construído do início ao fim da obra. Consumidor faça valer seus direitos e faça uma negociação mais segura.